sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fim de carreira =s

Batatinha quando nasce,
se esparrama pelo chão...

tá, confesso que não tive tempo para escrever... e infelizmente meu corpo não aguenta outra madrugada...

mas tipo, achei meu caderno de poesias de quando eu tinha 8 anos... tem uns poeminhas até bonitinhos, mas nuns eu tava afetada! Olha isso:

"A natureza é uma beleza
o elefante elegante,
o esquilo saltitante,
fazem parte da alegria,
óh que linda moradia!"  

Como assim???? Que merda é essa!? Não, calma! Tem mais:
 
"Uma árvore procurei
depois a encontrei,
a árvore é bela no luar,
 também na luz solar"

aaah???????????????
Eu to falando sério! Tá tudo aqui no caderninho!

" No banquinho da pracinha
eu comia a pipoca
quando vi aparecer um homem bebendo coca.
Mas o que importa mesmo
é o gato que ele era
parecia Brad Pit
ou homens da nova era.

Ele sentou se ao meu lado,
eu fiquei bem vermelhinha
daqui a pouco parecia uma bela abobrinha*
Acho que me apaixonei
ou então foi atraência
não importa o que era
tive muita paciência
com a outra que usou a aparência"

* ôôôÔ mulaaa, abobrinha é verde!!!!

Puts... eu tinha 7/8 anos!!! Como assim???? vou queimar esse caderno =x   Fim de carreira!

Nota para mim mesma: nunca mais postar meus poemas e textos antigos!!!

AAAAAH, não deixe de clicar abaixo, surprise surprise ehehe:

clique aqui, vai valer a pena!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ESPELHO

Olho para frente
e lá está ela me fitando.
Reina um ar de julgamento,
ela debocha de mim...
Eu não digo nada,
ela não diz nada,
mas nosso silêncio diz tudo...
Aqueles olhos denunciam minha fraqueza,
aqueles detestáveis olhos que vêm me lembrar minhas falhas,
me olham com raiva e impiedade.
E lá fica ela estática,
me analisando, me condenando.
Uma lágrima desce solitária
num grito de alma seco e desesperado.
Mas ela me olha impassível:
'Não, não tem perdão.'

É... a gente se ferrou!

   Não sei em qual momento de nossas vidas a idéia se instala. Não sei o porquê dela nos reger de uma maneira tão austera. Não sei nem se ela é uma necessidade genuína ou se foi simplesmente criada para preencher nossos vazios existenciais. Só posso afirmar que fomos e somos condicionados a querer e precisar de relacionamentos, ou seja, em algum momento essa idéia de que a vida se constrói ao lado de alguém acabou se instalando e crescendo distorcidamente.
 A grande verdade é que nossa espécie é, tanto biologicamente quanto psiquicamente, dependente do outro (até mesmo quando não passa de um agregado de células em processo mitótico). E que, atrelada a essa máxima, está a influencia cultural que estabelece o relacionamento a dois como critério determinante para o sucesso pessoal e social... E é aí que surge o conflito constante ao qual somos subjugados.
Desde cedo as pobres criancinhas são ludibriadas com a idéia do ‘felizes para sempre’. As meninas adquirem a convicção de que o príncipe encantado vai aparecer e tudo será mais belo, rosa e feliz. E os meninos... bem, são meninos, né... não dá para esperar muita maturidade emocional... Enfim, desde os primórdios da nossa existência estabelecemos encontrar alguém como meta de vida... ninguém nos sugere criar um plano B, ninguém nos alerta para a estupidez da idéia. Todos preferem nos deixar quebrar a cara umas mil vezes.

OBS: A grande ironia disso tudo é que nem tem homem pra esse tanto de mulher! Ou seja, mesmo se os tais príncipes existissem a grande maioria das mulheres continuaria sendo encalhada! Na minha opinião isso é uma mega sacanagem... tipo, se eu fosse cientista ia tentar criar um testículo que só produzisse espermatozóides Y!!! Certeza que eu ganhava o Nobel da paz (afinal acabaria com a guerra por namorados)...

Então, voltando o raciocínio: acabamos quebrando a cara umas mil vezes até descobrir que ter como meta de vida encontrar o cara perfeito é a idéia mais imbecil do mundo. E é aí que você se pergunta: mas e aquilo do ser humano ser essencialmente dependente e bla bla bla? Bem... por mais paradoxal que pareça (e é), também é verdade! Mesmo não dando para resumir nossa existência à busca pelo tal par perfeito, também não tem como negar que somos um ser social. Ou seja, nossa felicidade está diretamente atrelada aos nossos relacionamentos interpessoais...
Espera! Respira! Não chora! Vamos recapitular para ver se entendemos direito: não existem os príncipes encantados, não tem homem pra esse tanto de mulher  (e grande parte dos que tem estão entrando para a concorrência, se é que me entendem)  e nós somos essencialmente dependentes do outro para sermos felizes, tudo isso associado à efemeridade dos relacionamentos modernos e ao meu/seu/nosso dedo podre para homens indica, segundo uma equação simples, que... é... realmente, a gente se ferrouuu!
Mas calma, nada de desespero! É como eu sempre digo: levanta os ombros e o nariz, empina os peitos (mulher fatal, meninas) e corre para pegar o seu!!! ( afinal a concorrência não dooorme!). E se mesmo assim não der certo, temos sempre chocolates, sorvetes e uma amiga paciente....! No final das contas o que vale é curtir o processo e rezar para a solteirona da família não ser você!!! (e como eu rezo! =s  ).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A fila e o menino do tênis de borracha ...

Desabafo:

Com que direito chega assim tão imponente, abre a porta e fica parado, sem saber se entra ou se sai?
Tanto trabalho para construir cada detalhe e vem você me matando... vem você destruindo, sem o mínimo pudor, a única obra da minha vida (eu).
Essa não sou eu, essa não deveria ser eu... por favor, não me faça ser assim...
Todo esse drama mexicano não combina comigo.
Não faça da minha vida uma novela se sua intenção não é ficar com a mocinha...


"Eu que não fumo, queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês.
Eu que não bebo, pedi um conhaque
Pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta
Que você deixou aberta ao sair."
http://www.youtube.com/watch?v=_VSGm3Uv4Qc&feature=related




Passado o momento desabafo, preciso expressar minha indignação:


Acabo de chegar do cinema... tudo bem, isso é legal... adoro, aliás, amo filmes... entretanto toda a magia da minha experiência foi roubada pela fila absurda que enfrentamos para comprar os ingressos! Fiquei muito grilada! Parecia que Goiânia inteira tinha combinado de ir no cinema logo naquela hora só pra me sacanear (tudo bem, sei que é um pensamento egocêntrico... tipo assim, quem é ela pra achar que a cidade se mobilizou para estressa- la?... mas foda- se, foi assim que me senti!!!).
No final das contas, perdi mais de duas horas do meu dia naquela maldita fila! Duas horas que poderiam ter sido gastas em coisas muito mais produtivas, tipo um livro, um episódio de True Blood, pokemon... sei lá, qualquer coisa!!!
O pior é que, para coroar aquele momento, me vem o muleque da frente e pisa no meu pé com um daqueles tênis de borracha especialmente desenvolvidos para esmagar os dedos alheios!!! Ou, é sério, todo o ódio do meu ser, toda a minha raiva por tudo de errado que existe no universo, foram voltados para o pobre garotinho do tênis de borracha. Sabe quando você visualiza suas mãos agarrando os cabelos da pessoa (pra não dizer coisa pior) ? Pois é, Jesus com certeza vai ficar triste, mas tenho que confessar: eu queria explodir aquele menino! Ele tinha pisado no meu pé com uma porcaria de tênis de borracha!!!!!! Tinha uma marca enooorme de pisão de tênis de borracha no meu pé! Eu queria matar ele. Sério, ele correu risco de vida.
Fiquei tão nervosa que, para controlar meus impulsos assassinos, deixei o povo na fila e fui sentar na praça de alimentação. Respirei fundo. Lixei as unhas. Passei batom. Dormi um pouco (de verdade... durmo em qualquer lugar, pergunta pras meninas da facu... shauhsua). E enfim relaxei ainda a tempo de ter com a Nara e a Ana Clara uma mega sessão de fofocas e 'observções de paisagem' (se é que vocês me entendem hehe). Depois de tudo isso, quando finalmente peguei os ingressos fui tomada pelo mais genuíno sentimento de paz.
Na hora de entrar para o filme dei uma última olhada naquela fila, ainda a tempo do meu 'eu sádico' gargalhar daqueles infelizes....e, por sorte (dele), não vi de novo o menino do tênis de borracha.

Esperar valer a pena

O texto de hoje não foi escrito por mim e sim por uma das pessoas mais especiais da minha vida. Eu e a Nara somos tão parecidas que não me admira esse texto seguir uma linha de pensamento tão  semelhante à minha. Somos mais do que primas, somos amigas, parceiras, cúmplices... .
E vocês: deliciem- se, afinal, o DNA dela é muito parecido com o meu, então pelo menos geneticamente o potencial é enoorme kkkk (brincadeirinha primaaa )


"Recentemente descobri que a espera é surpreendentemente uma das máximas mais incertas e admiráveis da nossa existência. A espera por alguém, a espera por algo, a espera por nós mesmos. Esperamos pelo célebre príncipe encantado que chegará em um cavalo branco e preencherá todo o vazio que sentimos por dentro, nos mostrando o significado da palavra (duvidosa, controversa?) amor. Esperamos sermos atingidos por uma força superior e suprema que fará todo o nosso mundo fazer sentido, nos mostrando quão grande é o impacto de nossas ações. Ou... a simples espera pela complicada resposta à (irrefutável?) pergunta: quem somos?
Mas não é só da espera consciente que desejo tratar... mas também, da espera inesperada... do imprevisto, do insensato... do que, na verdade, não esperamos... daquilo que nos faz indagar: Iríamos, algum dia, esperar por isso?
Como um simples e sincero “bom dia” que nos faz perceber que nem tudo no mundo é pautado em conveniências... Um caloroso abraço de alguém que nós havíamos esquecido que sempre esteve ali por nós ou de alguém que nós nunca enxergamos estar... Um olhar, uma expressão, um sentimento... Um breve momento com alguém do sexo oposto que nos faz compreender que o príncipe encantado pode não existir, mas que alguém especial pode, sim, surgir e encantar... Um gesto, um sorriso... uma decepção – inesperada, doída, permanente...
E por que? Porque mesmo que não estejamos esperando por algo, estaremos sempre à espera de algo... até mesmo do sofrimento, porque, por mais que tentemos evitar, ele também virá e, como um círculo vicioso, estaremos à espera de que ele passe. E porque, no fim, o que nós esperamos, inesperadamente ou não, é que sempre estejamos esperando por algo e que, no fim, possamos dizer: 'Esperar valeu a pena.' ”

                                                   Narayanne Antonelli Calácio

domingo, 5 de setembro de 2010

A urgência mais urgente...

Vivo de urgências, me equilibrando na tênue linha que cruza o limite entre o ser e o não ser. Sinto demais, penso demais, quero demais, sempre mais e mais. E o que posso fazer se gosto de intensidades? Me irritam as coisas fracas, o pouco não me satisfaz.
Então vem essa angustia calada, esse medo incontido de perder o que não é meu e passo a me contentar com o quase nada. Viro essa coisa inconstante que pensa de menos porque sente demais.
Com a razão afetada me pego esperando e, por vezes, tentando parecer com outro alguém... mas não posso mudar o meu ser e nem o meu não ser. E então eu descubro que não adianta tentar ser ordem num universo de entropias.
Não sou camaleão, não posso me camuflar... não escondo quem eu sou, nem o que sinto, penso ou quero. Sou movida por paixões... uma eterna apaixonada. Sou corpo, mas, principalmente, alma.
Como vivo de urgências... uma urgência mais urgente pode sim me arrebatar! Mas, ninguém um dia me perde, pois nunca sou de ninguém. A posse é escravocrata, torna tudo obrigação... se eu fico é porque quero e se quero é por alguma razão.

Eu gosto de intensidades, é difícil me saciar! Não posso ficar parada tendo tanto a desvendar. Mas se me chama, eu volto... a urgência mais urgente vai ser sempre isso de amar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quem nunca segurou???

Finalmente estou de volta! Incrível como escrever sempre foi uma das minhas válvulas de escape... mais incrível ainda é como tenho precisado de escapulir das coisas ultimamente! Tenho que confessar que um dos fatores determinantes para ir nessa viagem, bem no meio da semana, foi essa necessidade de respirar melhor, pensar melhor e entender melhor certas coisas ... No final das contas, as conclusões a que cheguei foram muito inconclusivas, entretanto percebi que se for para correr vai ser na direção daquilo que eu quero. Fugir, agora, só se for para uma ilha deserta com um super sexy boy !!!!


Devaneios a parte, vamos focar em um questionamento realmente sério :

Existe algo mais torturante que segurar o xixi? Assim, minha mãe disse que é feio uma mocinha ficar discorrendo sobre suas funções fisiológicas mas eu sou obrigada a dizer: não tem nada mais frustrante nessa vida do que passar horas controlando seus esfíncteres!!! No começo é até de boa, basta se concentrar em outras coisas e cruzar as pernas. Mas depois de um tempo, a coisa vai ficando tensa e até respirar é complicado porque qualquer arzinho a mais enchendo seu pulmão e, conseqüentemente, apertando sua bexiga já é perigoso!
Agora experimenta passar por tudo isso dentro de um ônibus que, aí sim, você vai ter certeza de que o capeta ta tirando com sua cara!!! Sinceramente, não sei o que é pior: ônibus com banheiro ou ônibus sem banheiro...
Tipo assim, você já tentou fazer xixi em um ônibus em movimento??? É a pior experiência do mundo... primeiro porque, naturalmente, você não quer encostar em nada no recinto, o que implica em ter que ficar em posição de agachamento enquanto se equilibra e segura as calças (acredite, você vai estar de calça...murphy jamais permitiria um vestido ou uma saia numa hora dessas), segundo porque pode ter certeza de que o ônibus vai passar num buraco exatamente no fatídico momento que sua bexiga resolver contrair... Aaaah, e não se esqueça de que não vai ter papel higiênico!
Agora pensa como é quando não tem banheiro...(tipo no ônibus da UFG)!!! Uma vez que usar fraldas geriátricas não é nada sexy, o jeito é agüentar... e sei lá, não acho isso de ficar retendo as coisas muito seguro não, vai que um infeliz aperta sua barriga! Como é que fica, heim?
É por essas e outras que, de agora em diante, vou pensar duas vezes antes de beber coca zero na estrada... esse negócio definitivamente não é pra mim!



CURIOSIDADE do dia:
Você sabia que dentre as fases da sexualidade infantil, determinadas por Freud, a fase anal é aquela marcada pelo controle dos esfíncteres? Além de aprender a fazer os números um e dois no lugar correto, também é aí que a criança começa a descobrir o controle do próprio corpo e do 'poder' que pode ter sobre o outro!
=D
Legal, né gente?? Lembrei disso porque tava falando do xixi ... kkkk