quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saudade


Você faz falta. Sempre soube que faria e a distância só serviu para confirmar. Tudo que eu olho me lembra você e minha mente percorre livremente as lembranças de nossos caminhos, fazendo-me, de certa forma, perder a autonomia de meus pensamentos, que insistem em te encontrar.
Os dias não passam quando você não está aqui. Sua ausência abala minha perspectiva de tempo, fazendo das horas intermináveis e prolongando a angústia de não te ter por perto. Sinto falta do seu cheiro, seu toque, sua companhia e todos os dias vou dormir imaginando seus braços ao meu redor por debaixo das cobertas.
Te amo mais do que conseguiria colocar em palavras e tento, a cada dia, te mostrar a real magnitude do que sinto, sabendo, entretanto, que nunca conseguirei, afinal, o infinito é inexpressável.
Acredito que tamanha saudade seja o sinal mais evidente da falta que você faz e a verdade é que preciso de você, preciso de nós. Aguardo ansiosamente seu retorno... nossa história só está começando e mal posso esperar pelo próximo capítulo.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dia de cão


Era um dia relativamente comum. Mesmas pessoas. Mesma rotina. Mesmas chatices. O típico dia em que você questiona o porquê de ter saído do conforto da sua cama. O tipo de dia em que você cogita fugir com o circo ou virar malabarista.
O corpo doía, os livros pesavam, o sol queimava e eu subia a rua vagarosamente, ansiosa pela minha casa, meu quarto, meu computador. Uma vez em casa, lá estavam o Loki (meu filhote de Pit Bull) e a Lady (minha Rotweiller tamanho leitão) me aguardando alegres em frente ao portão. Não sei que tipo de instinto gera o ciúmes naqueles dois, mas posso dizer q o caminho até a porta da sala costuma ser bem difícil já que eles não permitem que você ande e ficam brigando entre si para ver quem consegue lamber e pular mais.
Enfim, lá estava eu com as mãos cheias de livros e lutando para chegar até a porta sem cair (de novo) de bunda no chão. Vencida a aventurosa travessia, eu, finalmente, entrava em casa e, dois segundos depois, o Loki inventava de entrar junto, passando que nem um tiro por debaixo das minhas pernas.
Sabendo que minha mãe enfarta só de pensar em cachorro dentro de casa, gritei para que ele voltasse... mas, como meu “cachorrês” andava meio enferrujado, ele não me deu ouvidos. Cinco segundos depois, me vinha o Loki correndo loucamente com uma meia preta na boca. Aflita com a possibilidade da meia ser do meu pai, dei um mortal (tá bom, tá bom, foi uma semi cambalhota) por cima do sofá para tentar pegá-lo antes q ele saísse de casa... mas acabou que não deu muito certo e ele saiu.
Corri o máximo que pude atrás dele, até, finalmente, conseguir arrancar a bendita meia de sua boca. Mas a vitória não durou nem dez segundos e quando fui ver a Lady já tinha pulado e a arrancado da minha mão.  Corri e agarrei uma ponta da meia, enquanto o Loki corria e agarrava a outra, ficando os três naquele cabo de guerra enquanto a Lady nos arrastava.
Ao perceber minha impotência, desisti da batalha e deixei que eles lutassem entre si. Entrei em casa pensando em como era fácil deixa-los alegres, como uma simples meia havia transformado seu dia e fiquei com inveja, quisera eu ter meu dia de cão.


Loki mandando língua e Lady planejando como vai pegar a câmera =x


ATENÇÃO: esta história é baseada em fatos reais

O paradeiro da meia permanece desconhecido
(ainda bem que era do meu irmão =x )

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Batalhas

Existem dois tipos de batalhas: as que escolhemos e as que nos escolhem. Se você quiser vencer a guerra, terá que lutar em ambas. Mas e quando o desafio é maior do que se pode aguentar?
Creio que a revolta faz parte do processo e cada um tem um jeito de lidar com a própria dor... acontece que hesitação e fuga têm consequências e, nem sempre, estamos preparados para lidar com elas.
Tudo parece muito injusto e quem somos nós para protestar acerca do que não podemos entender? Se a vida fosse fácil, não haveria sentido vive-la... no final das contas, só nos resta abaixar a cabeça e lutar como pudermos nossas guerras pessoais.
Não clame pela piedade do outro quando é você quem mais se sabota. Não estou dizendo que é fácil... só entenda que aceitar a batalha é o primeiro passo para vencê-la e ter forças para começar é, sem dúvidas, o maior desafio!
Não se iluda, o livre arbítrio é uma questão de perspectiva. Você pode até optar por ficar parado, mas não tem o menor controle sobre as consequências de sua inércia opcional.  
Acredito que criamos a maior parte dos nossos problemas, mas isso nem sempre determina quem ou quão forte somos... ter momentos de fraqueza não quer dizer que se é fraco e aquela pequena batalha cotidiana pode ser, muitas vezes, o desafio da sua vida.

Me agarro com tudo o que tenho à ideia de que mudanças acontecem e que um dia, quem sabe, serei forte o suficiente para não me render às minhas próprias fraquezas, mas não posso garantir que isso efetivamente ocorra. A grande verdade é que, muitas vezes, escrevo aquilo em que quero acreditar e, me reservando esse direito, digo, com a voz tremula, que: eventualmente é preciso perder algumas lutas para ter força e experiência para vencer a guerra e, por mais difícil que seja lidar com o desânimo de prosseguir, é preciso continuar seguindo... uma vida sem vida, acaba sendo uma forma de morte.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Homens

Homens sabem ser idiotas. Isso é um fato e ponto final. Pode até ser que exista esse ou aquele que haja diferentemente, mas uma coisa eu garanto: a maioria sabe bem como ser um perfeito canalha. Me desculpem os caras legais, mas depois de tudo o que eu vi e vivi me sinto no direito de dizer que vocês, “homens”, deveriam se preocupar mais em mostrar caráter e compaixão em seus relacionamentos. Pode parecer meio óbvio, mas é bom deixar claro: garotas se envolvem e têm sentimentos , respeitem isso!

Nunca vou entender o que leva os homens a agirem da maneira como agem, mas estou tentada a acreditar que, em algum lugar do manual de ética deles, está escrito que mentir e enganar uma mulher não é classificado como conduta condenável. Essa é a única explicação para tanta menina chorando no banheiro feminino da faculdade!

Admito que, muitas vezes, fantasiamos as coisas e projetamos na pessoa muito mais do que ela poderia ser, mas também é verdade que eles alimentam essas ilusões, mantendo suas ‘conquistas’ cativas para algum momento de necessidade. E eu entendo que estejam ‘confusos’, ‘passando por um momento difícil’ ou ‘cheeeeios de trabalho a fazer’, só não usem isso como desculpa para suas imbecilidades.

Creio que se ambos os lados fossem realmente sinceros em relação a suas expectativas e sentimentos as coisas seriam muito menos dolorosas. Mas, na prática, tudo é transformado em um grande jogo que, provavelmente, resultará em uma barra de chocolate e vários lenços num sábado a noite.

Esperar que eles mudem é inútil e decepcionante, então mudemos nós: nada de sedes afetivas insaciáveis, nada de inseguranças, nada de desculpas! Confie nas tecnologias, hoje existe telefone, sms, Orkut, twitter, msn, facebook, email e até sinal de fumaça, se ele quiser te achar, acredite, ele irá! Ninguém sustenta uma relação sozinho, faça o que estiver ao seu alcance e reserve ao outro a parte que cabe a ele. No final das contas, alguém que não faz o mínimo por você não te merece!

Sei que essas são teorias com pouca aplicabilidade, mas uma coisa é certa: Quando tem que ser, simplesmente é... sem esperas, sem inseguranças, sem complicações... e então você se dá conta de que aquele cara que te faz esperar não era mesmo o homem da sua vida, afinal, o amor não espera, ele acontece. Ainda existem caras legais, portanto, não perca seu tempo caindo de amores pelo palerma ali da esquina... tenha paciência que uma hora você encontra ou, finalmente, é encontrada.



domingo, 12 de junho de 2011

Nós dois

Não podia estar acontecendo, não era para ser assim. E por mais que nós não fossemos um casal propriamente dito... havia sido um baque descobrir que iria embora. Não estava pronta para um adeus tão repentino e nem poderia pedir que ficasse. Em casa, tentava, em vão, estudar... acontece que a tal imunologia já não tinha a menor importância. Levantei, vesti minhas roupas às pressas e corri para a rodoviária. Precisava me despedir.

Quando te  vi não chorei, mas meu peito apertou ao pensar que seria a última vez.  Segurei aflita o anel que me dera e que agora estava pendurado numa corrente (que viria a usar diariamente depois daquela tarde).  Lembro que nos sentamos sozinhos, aguardando a chegada do ônibus e me disse que tentaria voltar, mas que a chance era pequena. Na minha cabeça passavam mil coisas, por que aquela angústia toda? Aquele nó na garganta? Aquela vontade de pedir para ficar? Me sentia egoísta pelo simples fato de estar ali, confundindo-o com minhas próprias confusões, mas não conseguiria deixá-lo partir, não sem dizer adeus.

E lá estava eu, sentada ao seu lado e conversando sobre o que viesse à mente. Então que entreguei, meio sem jeito, um chaveiro com meu cheiro, numa ridícula tentativa de fazê-lo lembrar de mim apesar da distância. E me abraçou demoradamente, um abraço que não era beijo, mas que despertava as mesmas sensações. Disse um tchau relutante e quando saí não pude conter uma única lágrima descendo solitária pelo meu rosto.

            Nos dias que seguiram, conversávamos vez ou outra pela internet, mas as perspectivas de volta eram pequenas e minha bagunça íntima não permitiria mesmo que entrasse de vez. Porém, ainda sentia falta, uma saudadezinha doída que insistia em se fazer presente e que foi trocada por uma alegria repentina quando disse sem maiores delongas que sim, iria voltar.

            Voltou. Mas isso não mudava minhas amarras ou conflitos paradoxalmente e intimamente estabelecidos. Então que mais uma vez me esperou e me amparou antes da queda e ficou ao meu lado segurando minha mão... sem cobranças, sem interesses, sem garantias... simplesmente ficou.

            Um dia roubou-me um beijo, no outro eu mesma roubei. E hoje? Hoje é meu namorado, meu amigo, meu cúmplice, meu amor. Hoje sinto que estou onde deveria estar e que tudo ter “dado errado” foi um jeito de fazer com que tudo, finalmente, desse certo.

           
           
Te amo, meu bem! Feliz dia dos namorados! <3


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bullying

Já escrevi sobre amores, vergonhas, dúvidas e fracassos, mas o que mais dói, isso sempre ocultei. Acho que todos temos uma trajetória de vida única e que nos torna quem somos. Eu, como todos a minha volta, tive vitorias e derrotas e seria hipocrisia dizer que me orgulho de tudo o que passei, porque a verdade é que preferiria esquecer muita coisa. Meu pai sempre me disse para não julgar a lágrima do outro, afinal, só ele tem consciência de suas dores. Portanto, não condene, seu maior sofrimento pode ser irrisório para quem está ao seu lado.

Meu grande problema sempre foi a comida e minhas obsessões a esse respeito fizeram minha vida enveredar por caminhos difíceis de se trilhar.  Não sei quando começou, não sei dizer quando me senti feia pela primeira vez, só sei que ao olhar para trás vejo uma menina gordinha, insegura, trancada no quarto e chorando porque um imbecil ou outro lhe deu apelidos maldosos na escola. Essa era (é) a minha fraqueza, meu fantasma, meu pesadelo e ver isso sendo jogado na minha cara diariamente certamente não ajudou nem um pouco.

Hoje consigo ter uma visão mais clara e madura das coisas, sei que não posso culpar ninguém por tudo o que passei (passo), mas também sei a repercussão das agressões constantes às quais era submetida. Bullying é coisa séria, não brinque com as fraquezas das pessoas, não destrua uma vida. Se o outro é gordo, magro, gay, alto, baixo, nerd, narigudo, ou sei lá o que, o problema é dele, agora ser ou não um imbecil que projeta nos outros suas próprias inseguranças é uma escolha sua.

O maior coitado da história não é quem sofre a humilhação e sim quem precisa rebaixar o outro para se sentir mais confiante. Cuidado com as coisas que você fala, cuidado com as coisas que você faz. Lembre-se de que um dia a mesa pode virar e, acredite, você não vai gostar do outro lado. Muita coisa poderia ser evitada se as pessoas simplesmente se preocupassem mais com as outras... e se você precisa dessas coisas para se sentir melhor, está na hora de rever seus conceitos, não seja um idiota, não crie regras em um jogo que não é seu.





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sexta-feira, 27 de maio de 2011

AMOR

Uma das ideias mais difundidas em relação ao amor consiste na premissa de que poucos o entendem. É então que me pergunto: o que exatamente é necessário para determinar o grau de compreensão de alguém em relação a um sentimento? Quer dizer, não existem provas, avaliações ou notas, tudo parte única e exclusivamente da vivência de cada um, então como categorizar? Ninguém exibe no peito a medalha “coração de ouro” e eu, particularmente, nunca conheci um phD no assunto... A verdade é que ninguém sabe mais que ninguém sobre o amor, o que existem são maneiras diferentes de responder a uma mesma pergunta.

Cada caso ou romance deixa uma marca e é inquestionável que isso influencia diretamente nossa concepção acerca do amar. Existem amores e amores, uns acabam porque tinham que acabar mesmo, seja por incompatibilidades pessoais ou por não ser o momento certo. Outros deixam aquela sensação angustiante de algo inacabado que pode, ou não, se esvair com o tempo. Alguns terminam antes mesmo de começar.

            Existem também aqueles fins que machucam, magoam... e esses são os mais complicados, porque deixam feridas difíceis de cicatrizar. Nesses casos você tem duas opções: ou xinga o cretino e nunca mais olha na cara dele ou diz que foi bom enquanto durou e que deseja que ele seja feliz (mas intimamente se regozija em imaginá-lo futuramente careca, barrigudo e com disfunção erétil precoce).

            Há, também, aqueles amores avassaladores. Esses te pegam de surpresa e, quando você pensa que não, já não se imagina sem a pessoa. E pode até ser que não sejam eternos, mas é certo que estão eternizados em cada momento, gesto ou sensação. São amores assim que compensam sofrimentos e decepções prévios... com eles você experimenta paz, tranquilidade e é como se tudo, finalmente, fizesse sentido. Então que você para de viver sonhando e passa a viver o sonho.

            Nem todo amor é correspondido, nem todo romance se concretiza, nem toda história tem final feliz, mas a verdade é uma só: todos querem amar e se sentir amados!





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