Senhor anônimo, adorei o comentário no texto “Sentir e pensar”... queria até me desculpar pela demora para responder. Mas sabe aquelas semanas em que você jura nunca mais deixar tudo para cima da hora, aquele tipo de semana em que fazemos todo tipo de promessa (menos parar de beber coca- zero, of course!) ? Então, essa semana foi meio assim... Enfim, antes tarde do que nunca, né?!?! =D
Assim, fiquei meio que numa encruzilhada porque não tenho o direito de te falar para seguir esse ou aquele caminho. Para ser muito sincera não tenho experiência nenhuma em relacionamentos bem sucedidos, mas nos fracassados eu sou PhD! (kkkk ... rindo pra não chorar). Assim, se você quiser, me manda uma foto com seu telefone, de repente te ajudo a esquecer ela! Kkkkk (ta foi mal, não resisti... brincadeeeira). O que posso te dizer é que não cabe só a você fazer com que dê certo, de que adianta se ela não está disposta a fazer o mesmo? É muito ruim quando não nos valorizam (acredite, eu sei!). Reflita se isso te basta. Talvez você conclua que não é o suficiente. Conversa com ela sobre a situação, diga que te incomoda... as vezes tudo o que queremos é um posicionamento. Não cabe a mim dizer para você partir pra outra (até mesmo porque quando o último dito cujo apareceu minhas amigas foram unânimes nesse quesito e msm assim fiquei empacada) isso tem que partir de você. Se me permite um comentário mais invasivo: isso de só encontrar uma vez ao mês só vai machucar se nos outros 29 dias ela se afastar ou ignorar...
Pensando nessas coisas fiz um texto sobre o que, a meu ver, implica em uma relação a dois. Espero que te dê uma direção ou pelo menos faça refletir sobre suas buscas (para ver se ela vale a pena mesmo). Boa sorte!!!
A dois
Meu pai me disse uma vez que “não existe absolutamente nada simples na vida. O homem tenta simplificar o complexo, mas nada é simples em sua essência. “ E eu concordo plenamente. Seguindo essa linha de raciocínio , se relacionar com alguém jamais vai ser tarefa fácil... pois a complexidade é inerente ao objeto.
Isso de relacionamentos amorosos sempre vai dar dor de cabeça. A questão é que ninguém se relaciona sozinho, portanto o mínimo que se espera é que haja iniciativas e esforços de ambos os lados. Estar com alguém implica em, antes de mais nada, aceitar esse alguém e ser aceito por ele. Não adianta e nem é justo querer exigir de uma pessoa mais do que ela pode oferecer... é preciso ter em mente que o outro é um ser humano já formado e não nossa massinha de modelar à qual damos o molde que quisermos.
Ser você mesmo, entretanto, não é sinônimo de inflexibilidade ou intolerância. As vezes é preciso sim abdicar ou mudar certos hábitos e posturas e isso não é sinal de fraqueza, mas de respeito. Também é preciso ter em mente que mais cedo ou mais tarde haverão brigas, desentendimentos ou discussões e que nessas horas compreensão mutua é essencial. A relação jamais será perfeita, mas momentos de perfeição devem existir para que ambos se lembrem do porquê de se quererem.
Outra coisa: compromisso exige comprometimento e fidelidade! Se não estiver disposto a isso... compre uma planta (de plástico obviamente) e seja feliz com ela. Não é justo ferir o outro em função de suas próprias fraquezas... é melhor uma verdade dolorosa que uma confiança perdida.
Em alguns casos despendemos nossas energias tentando salvar aquilo que já morreu... dói muito enterrar nossos amores, mas dói mais vê- los morrer todos os dias. A questão é que não adianta ficar rodando ao redor de alguém que não vai virar o rosto para te ver passar. As vezes você tem que parar de rodar, seguir em frente e ver se a pessoa te segue.
Não deveríamos nos contentar com doses homeopáticas de carinho. Mas, no final das contas, tudo depende da fé e paciência que se tem: ou você fica na torneira seca, que libera uma gota vez ou outra, e espera sofridamente que a água volte... ou, você segura a sede por mais tempo e vai atrás de uma fonte que te sacie. Eu, particularmente, fico na torneira... com as gotinhas... até não agüentar mais... e o que posso fazer se esqueço das outras águas enquanto espero por aquela? A culpa, creio eu, é das gotinhas... afinal, alimentam a esperança numa água que, provavelmente, nem existe... mas que, caso exista, valerá por toda a espera.


