sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A dois (resposta para anônimo)


Senhor anônimo, adorei o comentário no texto “Sentir e pensar”... queria até me desculpar pela demora para responder. Mas sabe aquelas semanas em que você jura nunca mais deixar tudo para cima da hora, aquele tipo de semana em que fazemos todo tipo de promessa (menos parar de beber coca- zero, of course!) ? Então, essa semana foi meio assim... Enfim, antes tarde do que nunca, né?!?! =D
Assim, fiquei meio que numa encruzilhada porque não tenho o direito de te falar para seguir esse ou aquele caminho. Para ser muito sincera não tenho experiência nenhuma em relacionamentos bem sucedidos, mas nos fracassados eu sou PhD! (kkkk ... rindo pra não chorar). Assim, se você quiser, me manda uma foto com seu telefone, de repente te ajudo a esquecer ela! Kkkkk (ta foi mal, não resisti... brincadeeeira). O que posso te dizer é que não cabe só a você fazer com que dê certo, de que adianta se ela não está disposta a fazer o mesmo? É muito ruim quando não nos valorizam (acredite, eu sei!). Reflita se isso te basta. Talvez você conclua que não é o suficiente. Conversa com ela sobre a situação, diga que te incomoda... as vezes tudo o que queremos é um posicionamento. Não cabe a mim dizer para você partir pra outra (até mesmo porque quando o último dito cujo apareceu minhas amigas foram unânimes nesse quesito e msm assim fiquei empacada) isso tem que partir de você. Se me permite um comentário mais invasivo: isso de só encontrar uma vez ao mês só vai machucar se nos outros 29 dias ela se afastar ou ignorar...
 Pensando nessas coisas fiz um texto sobre o que, a meu ver, implica em uma relação a dois. Espero que te dê uma direção ou pelo menos faça refletir sobre suas buscas (para ver se ela vale a pena mesmo). Boa sorte!!!



A dois


Meu pai me disse uma vez que “não existe absolutamente nada simples na vida. O homem tenta simplificar o complexo, mas nada é simples em sua essência. “ E eu concordo plenamente. Seguindo essa linha de raciocínio , se relacionar com alguém jamais vai ser tarefa fácil... pois a complexidade é inerente ao objeto.
Isso de relacionamentos amorosos sempre vai dar dor de cabeça. A questão é que ninguém se relaciona sozinho, portanto o mínimo que se espera é que haja iniciativas e esforços de ambos os lados. Estar com alguém implica em, antes de mais nada, aceitar esse alguém e ser aceito por ele. Não adianta e nem é justo querer exigir de uma pessoa mais do que ela pode oferecer... é preciso ter em mente que o outro é um ser humano já formado e não nossa massinha de modelar à qual damos o molde que quisermos.
Ser você mesmo, entretanto, não é sinônimo de inflexibilidade ou intolerância. As vezes é preciso sim abdicar ou mudar certos hábitos e posturas e isso não é sinal de fraqueza, mas de respeito. Também é preciso ter em mente que mais cedo ou mais tarde haverão brigas, desentendimentos ou discussões e que nessas horas compreensão mutua é essencial. A relação jamais será perfeita, mas momentos de perfeição devem existir para que ambos se lembrem do porquê de se quererem.
Outra coisa: compromisso exige comprometimento e fidelidade! Se não estiver disposto a isso...  compre uma planta (de plástico obviamente) e seja feliz com ela. Não é justo ferir o outro em função de suas próprias fraquezas... é melhor uma verdade dolorosa que uma confiança perdida.
Em alguns casos despendemos nossas energias tentando salvar aquilo que já morreu... dói muito enterrar nossos amores, mas dói mais vê- los morrer todos os dias. A questão é que não adianta ficar rodando ao redor de alguém que não vai virar o rosto para te ver passar. As vezes você tem que parar de rodar, seguir em frente e ver se a pessoa te segue.
Não deveríamos nos contentar com doses homeopáticas de carinho. Mas, no final das contas, tudo depende da fé e paciência que se tem: ou você fica na torneira seca, que libera uma gota vez ou outra, e espera sofridamente que a água volte... ou, você segura a sede por mais tempo e vai atrás de uma fonte que te sacie. Eu, particularmente, fico na torneira... com as gotinhas... até não agüentar mais... e o que posso fazer se esqueço das outras águas enquanto espero por aquela? A culpa, creio eu, é das gotinhas... afinal, alimentam a esperança numa água que, provavelmente, nem existe... mas que, caso exista, valerá por toda a espera.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

=/

                     A nãoooo!!! Nossa, to muito grilada! Olha que merda:


        

Sacanagem maior que essa, só o fato deu ter esquecido de avisar meu irmão  =s

Sentir e pensar


Ser racional é fácil quando o que se tem a fazer é não enfiar o dedo na tomada. O raciocínio aqui é básico, não quero um choque, não ponho o dedo. Infelizmente, ou felizmente, nem tudo segue essa lógica. Se a ordem estiver relacionada ao campo emocional nós, ‘seres racionais’, muitas vezes falhamos em nossa racionalidade. Sentir e pensar ao mesmo tempo nem sempre é tarefa simples.
O constante conflito entre razão e emoção nos leva a crer nas mesmas como forças opostas. Definitivamente quando você se apaixona e, em função disso, se sujeita a situações anteriormente inconcebíveis, você não está sendo racional. Mas será que está sendo irracional? Onde está escrito que não existe razão na emoção, ou emoção na razão?
Em um de seus livros, Freud diz:

“Não era de surpreender que fossem capazes de justificar essa rejeição de minhas idéias com razões intelectuais, embora a razão fosse, de fato, de origem emocional”.

Essa uma linha questiona todo o paradigma supra citado. Se a razão tem origem emocional, então nossas emoções podem e vão interferir na maneira com a qual projetamos nossa racionalidade!!! Sendo assim, ao se apaixonar, por exemplo, você não age irracionalmente mas segundo sua lógica recém adquirida que, nem sempre, corresponde a seu modo convencional de ver as coisas. Se sua necessidade psíquica muda, nada mais natural que a mudança da lógica regente.
É óbvio que não quero banalizar o racional e, muito menos, defender umas marmotas que vez ou outra aparecem (porque, pelo amor de Deus, tem gente trouxa nesse mundo até mandar parar!). Só quero dizer que a razão não é nem estática, nem universal. A maneira de pensar é diretamente afetada pelo estado emocional de cada um e o que é racional para você não corresponde, necessariamente, ao que é racional para o outro.
Somos nada menos que a interseção de dois conjuntos, uma mescla complexa do que é sentido com o que é pensado. Nos reduzir a seres racionais seria negar nossa natureza dinâmica. Na física, os pólos opostos se atraem...  em nós, eles coexistem. Descartes que me desculpe, mas não basta pensar, para existir também é preciso sentir. Hoje se me perguntam se sou razão ou emoção, respondo plena de mim: “sou humana”.

domingo, 19 de setembro de 2010

Deixava- se ficar


Amanhecia. O quarto adormecido era vagamente iluminado. O frio gostoso invadia o recinto sinestesicamente, sem saber se era cheiro, arrepio ou sabor. O arfar do vento fresco penetrava sutilmente a atmosfera silenciosa. Mais um dia era anunciado.
Na cama desarrumada, ela permanecia inebriada em sua atemporalidade. As sedas da camisola brincavam por entre as curvas do seu corpo estático. Os lençóis a envolviam com leveza. E sem abrir os olhos, deixava- se ficar.
Podia sentir a sincronia de suas respirações. Aquele cheiro tão dele passava para ela num fluxo natural e constante. Seu corpo a aquecia, a envolvia. Ali sob os lençóis eram um só. Isso lhe bastava. E sem abrir os olhos, deixavam- se ficar.
Amanhecia. O quarto adormecido era vagamente iluminado. O despertador avisava o início de outro dia. Sentada na cama, sentia seu corpo, sentia seu cheiro, mas via- se só. Os lençóis a envolviam e o mundo que esperasse... ali estática, retornava para ele... E sem abrir os olhos, deixava- se ficar por uma última vez.
  

sábado, 18 de setembro de 2010

Sobre mudar a vida de alguém...


Nossa, agora eu tive um troço!!
A Verônica Heiss comentou no meu blog.
Engoli um seco, é sério. Provavelmente só eu vou entender o que estou sentindo... mas, sabe quando uma pessoa tem o poder de te inspirar? Pois é, ela me inspira. A primeira vez que li um de seus textos fiquei estupefata, parecia que ela tinha entrado na minha cabeça e descrito, extraordinariamente bem, situações e sentimentos tão meus. Cada palavra entrelaçava- se perfeitamente e formava sentenças impressionantemente impactantes. A repercussão disso tudo em mim é inenarrável, só eu sei o efeito dessas pequenas epifanias. Pode até ser um sentimento juvenil, mas esse comentário de duas linhas  significou muito, foi ela me dizendo ‘passei por aqui’.Blog Verônica Heiss


Tudo isso me lembra uma descoberta que fiz a algum tempo: uma pessoa pode mudar sua vida. Sei que é uma idéia clichê mas nunca havia refletido a mesma com a devida importância. Se pararmos para pensar tudo o que acontece a nossa volta muda nossas vidas, uma vez que o futuro é nada menos que uma conseqüência direta dos acontecimentos presentes. Um sorriso, uma palavra amiga, um elogio, um abraço... tudo isso muda, nem que seja minimamente, a vida de alguém e isso nos dá um imenso poder sobre o outro (e dele sobre nós). “O eu é feito/ efeito do outro”.
Essa conclusão, aparentemente óbvia, chegou a mim de uma maneira extremamente atípica: uma menina salvou minha vida uma vez, dispenso aqui as  metáforas... ela literalmente me salvou.
Posso dizer sem orgulho que já conheci algumas obscuridades. Sei bem o que é entrar em desespero. Vi minha vida se esvaindo e não tinha forças para me erguer e lutar contra aquele suicídio involuntário. Todos os dias me perguntava até quando daria conta. O desgaste emocional associado ao físico pode ser avassalador. Eu não queria morrer, mas também não fazia nada para viver... aguardava que algo me puxasse e me acordasse daquele pesadelo.
Uma dia deitei na cama chorando e me perguntei se valia a pena continuar. Nesse mesmo dia assisti na internet o vídeo de uma menina cujo nome nem sei. Aquela garota me disse, de outro país e em outra língua, que sabia que eu estava aguardando uma motivação,uma força profunda e resgatadora, mas que aquela força jamais apareceria. Não apareceria porque não existe, o que existem são pequenas coisas que quando percebidas são capazes, não de te erguer, mas de te fazer querer lutar. Ela disse que eu passasse a focar nos detalhes, pois são eles que fazem a vida e que só a vida permite que os apreciemos... “It’s all the little things... now when I go for a walk I’m enjoying my surroundings”…
Isso me mudou para sempre. Desde aquele dia olho a lua com admiração, procuro a estrela mais brilhante para fazer um pedido, respiro fundo o ar pós chuva, observo gestos, ouço, sinto, toco, respiro, VIVO... Desde aquele dia, em meio a altos e baixos, confesso, venho me recuperando (e sei que chego lá) e tentando mudar minha postura ante a vida e ante as pessoas.
Essa é a primeira vez que consigo exteriorizar esses acontecimentos e verbaliza- los está sendo extremamente difícil. Mas tenho o dever de repassar a grande revelação que tive. Aquela menina não sabe, mas salvou a minha vida. A gratidão que tenho por ela é inexpressável. Talvez aqueles dizeres em si não sejam assim tão reveladores ou extraordinários, mas era o que eu precisava ouvir.
            Não podemos prever a repercussão daquilo que fazemos e dizemos, mas podemos e devemos controlar o que fazemos e dizemos. Você pode mudar a vida de alguém e a natureza da mudança, positiva ou negativa, está em suas mãos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A fila anda?

            Já peço com antecedência: não me venham com ‘a fila anda’. Não é assim que funciono. Não sou democrática, não sou populista. Meu absolutismo me dispensa de sistemas igualitários. Comigo as oportunidades não são iguais. Não tenho filas, não quero massas. Os nomes na lista sou eu quem seleciona e meus critérios de seleção até eu desconheço.
            Respeitar meus sentimentos e meu corpo não é pretensão, mas amor- próprio. Quem melhor que eu para reinar sobre mim? Aprendamos a não deixar entrar todos que batem... E se no final das contas sua vontade for brincar, que seja você a escolher o brinquedo. Mas não brinque muito, ou acaba virando a brincadeira (o primeiro passo para se tornar um objeto é  se portar como um).



              
               Então, tava vendo com a Nara, e percebi que o texto acima não esclareceu bem minha opinião. Tipo, terça escrevi esse textículo (atenção textículo não é testículo!) e uma carta que jamais vou divulgar ( a pessoa saberia que é para ela e nao sei se realmente quero dizer  o que disse..), enfim... entre a carta e o textículo fiquei com o textículo.
               Acontece que a Nara entendeu o contrário do que eu quis dizer, então para evitar mal entendidos vou explicar melhor, de uma jeito mais Laíza e menos literatura.


      Sempre me intrigou  o termo a 'fila anda'. A impressão que me dava era que a pessoa se decepcionava, sofria e de repente decidia que a fila ia andar e pronto. Qual o propósito? Esfregar na cara do outro que tá pegando?  Auto- afirmação: ' ufaaa, ainda sou pegável' ? Prazer físico?
       Não condeno nada disso, mas confesso que não entendo. A meu ver, sair e ficar com mil só porque terminou ou não deu certo com alguém é uma tentativa ineficaz de solucionar o problema. Digo ineficaz porque não se esquece uma pessoa com outra, aliás, não se esquece uma pessoa que realmente significou algo. Permitir- se um tempo para colocar a cabeça no lugar não é fidelidade ao outro e sim a você mesmo. 
      Tudo bem que cada um tem uma forma diferente de lidar com as situações... mas não consigo entender como certos comportamentos poderiam ajudar. Obviamente não estou defendendo  a fossa, mas o direito de se recompor emocionalmente.
       A outra coisa que me incomoda em ' a fila anda' é a idéia de fila. Entra numa fila quem quer e numa ordem qualquer... fazer a fila andar implicaria em pegar o primeiro que se apresentou. Não sei os outros, mas para mim o sistema de filas é democrático demais para tal comparação. Nesse aspecto as listas seriam uma alusão muito mais interessante, afinal: você seleciona quem entra e quem vem primeiro. 
        Não existe nenhuma tabela que determine quanto tempo você precisa para partir para outra. Cada um sabe o que sente e arca com o que faz. Só que, a meu ver, no meio desse caminho muita gente esquece de se valorizar... e para tal não precisa ficar com doce  naquela coisa mexicana tipo Paulina Bracho ("- Aiii, Carlos Daniel... não poooooooosso, a Paola fudeu com minha vida mas é minha irmã gêmea! Óh céus...!") se você quer, vai logo minha filha, mas tenha clareza das suas ações! Se valorize mostrando quem você é e como se respeita e não criando uma imagem de mulher impossível ( que depois culpa os outros por suas frustrações sexuais e desejos reprimidos).
       O que quero dizer no final das contas é que a maneira de superar vem de cada um, mas que seletividade e amor- próprio não fazem mal a ninguém.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Era segunda...

Gosto de pensar na FANUT (Faculdade de Nutrição UFG) como um plano paralelo dentro do universo universitário. Plano este essencialmente habitado por mulheres* e dividido com a enfermagem, ou seja, mais mulheres. Mas não é sobre isso que vim falar.
Apesar de odiar estudar só com garotas (ops, foi mal Maurício!)... eu não trocaria nenhuma delas por nada nesse mundo. Cada uma é única e especial... e, principalmente: são todas vencedoras, afinal me aturam todos os dias o dia todo (acho que na formatura deveriam receber um certificado alegando que sobreviveram a mim por cinco anos! Kkk). Mas calma, não estou de TPM (ou melhor, talvez esteja, mas não tem nada haver...) nem preciso de favores da sala, estou dizendo essas coisas porque os ocorridos me fizeram lembrar como eu gosto de todas elas e o quanto sou grata por tudo o que já vivemos. Então, seeeenta que lá vem a história:

Era uma segunda- feira, a aula de antropologia tinha sido... ixi não faço idéia  (dormi numa metade e fiz meu trabalho de epidemo na outra), a de virologia complicada e a de epidemiologia seguia aaaaah... chata, muito chata... Enfim, era um dia comum. Tediosamente comum. Aguardávamos o fim do intervalo vespertino para subir os km de rampa até o laboratório de informática para a aula prática. Quando então chega a notícia: os calouros estavam tendo aula naquela sala! Nunca vi tantos rostinhos tão iluminados numa tarde de segunda, ou talvez tenha visto... segundos depois quando de repente a energia acabou. Nosso destino estava traçado, mesmo com  o retorno da eletricidade, não haveria aula!
Meia tarde livre! Meia tarde livre! Isso era tão raro em nossas vidas que mal sabíamos o que fazer... foi então que veio a idéia: Vamos ao cinema! Apesar de no domingo eu ter ido com a Ruiva e a Brenda ( aliás, dona Ruiva, meu dedo ta com sangue até agora! Não dou sorte com meus dedos...) não me incomodaria nem um pouco em repetir a dose.     
                Mas calma, lembra do que eu disse: um monte de mulher junta! Decidido o que fazer, o próximo passo era escolher o shopping... eu, particularmente, não me importava, mas elas... kkkkk  Alguns (muitíssimos) minutos depois acabamos decidindo pelo Banana shopping, afinal era mais perto. Como só a Mona tava motorizada seguimos metade no Bebê e metade de ônibus.


                  (não riam das minhas ilustrações... levei hrs pra conseguir fazer... o paint não é nada simples! =s )

            Chegamos primeiro e, após analisar algumas vitrines interessantes (a lingerie vermelha: super sexy meninas!), nos dirigimos ao cinema para olhar o horário do filme (queríamos ver “Par perfeito” *-*  ). Só que acontece que nosso lindo filme não tava em cartaz lá... e só eu e a Danny queríamos ver ‘Karate Kid’ (aliás, to muito frustrada com isso, ninguém nunca quer ver karate kid comigo! Vou sozinha... bobocas =p ... aaah, Danny, vc pode ir comigo... rruuum). Então continuando não tinha nosso filme e não conseguíamos entrar num consenso (isso porque só tava metade lá, se tivesse todo mundo ia sair porrada kkk). Então decidimos de supetão correr pro Araguaia Shopping para ver ‘Par perfeito’ mesmo.
            Para não pagar estacionamento, saímos as cinco correndo desembestadas, com a Danny berrando que com certeza eu ia por aquilo no blog kkk. No andar de baixo praticamente colidimos com as outras meninas que tinham acabado de chegar. Então decidimos trocar quem tinha ido de carro com quem tinha ido de ônibus (só a Maysa que escapou sorrateiramente e foi de carro de novo... bonito né, Dona Maysa!).


     (obs: meu ônibus ta mais defeituoso que antes pq sem querer passei a borracha nele... acho q não tenho coordenação motora!! =s  )

            Então, seguimos eu, a Lorrany e a Danny para o ponto. E tipo assim, era impossível seguir a Lorrany... ela ia se enfiando em qualquer buraquinho que aparecia no meio do povo, a Danny seguia e eu, ou melhor, eu e a minha bunda éramos fisicamente impedidas de prosseguir... sacanagem pô. Já no ponto, como não sabíamos qual ônibus era, a Lorrany ia parando um por um pra perguntar se passava na rodoviária ( tudo bem que o segundo já era o nosso, mas foi um por um ué...). Poucos minutos depois chegamos ao shopping e fomos direto ao cinema. Para nossa surpresa as meninas não estavam lá! O que será que tinha acontecido? Elas se perderam! Não, não to brincando! Elas se perderam de verdade! Tinham seis no carro e conseguiram se perder para ir do Banana para o Araguaia Shopping!!! Não faço idéia do que elas aprontaram, há boatos de que voltaram na FANUT para refazer o trajeto e ainda bem que eu não tava lá, porque com meu senso de direção, nem na FANUT  a gente chegava.
            Mas o pior de tudo eu ainda não contei... corremos essa maratona para descobrir que o filme também não estava passando lá! E mais, ‘karate kid’ já tinha começado e a outra sessão ia demorar séculos!!! Era muito azar, lá se ia nossa tarde livre... na falta do que fazer eu e a Mona até encenamos Titanic em frente ao ventilador gigante: ao som de ‘My heart will go on’, comigo no vocal, of course, abrimos os braços e deixamos nossos cabelos ao vento...”não se preocupe Jacona (Jack + Mona = Jacona) eu reveso a tabinha com você” [porque sinceramente, a maior indignação da minha vida é aquela Kateba (Kate + ameba= Kateba) deixar o Jack morrer, vo até mudar de assunto porque só de lembrar fico griladíssima!!!] obs: olha que bonitinho, lembrei das aulas de álgebra do prof Everaldo: [ ] por fora e ( ) por dentro!!! (eu sou foda!).
Tá, continuando: fomos embora estudar. Kkkkkkkk E você acha né? Se a gente não ia ver o filme, pelo menos ia aproveitar a viagem para uma bela sessão de fofocas na praça de alimentação!!!
            E foi o que fizemos. E adivinha qual o assunto central !?! Homens, é claro. A gente falou de tanta, mas tanta coisa que eu nem conseguiria narrar aqui (e mesmo se conseguisse não o faria, afinal... segredinhos né shuahsu).  
Nossa, quase me esqueci, mil desculpas: antes de prosseguir gostaria de dedicar uma linha de silêncio para a unha da Mona ( que nos deixou bravamente ao tentar abrir uma latinha de refrigerante... era uma boa unha... sempre nos lembraremos dela com carinho)...

            Tchaaau unha. Então... no final das contas, mesmo sem cinema, nos divertimos como nunca! Colocamos o papo em dia, comemos (lanches suuuuper saudáveis pois somos ótimas nutricionistas... =x  ) e fomos embora, cada uma de volta para sua rotina.
E de tudo isso fica uma conclusão: não deixar a Danny beber álcool durante o dia! Kkk. Brincadeiras a parte, não posso deixar de dizer que são momentos assim, com pessoas assim, que fazem a vida valer a pena. Somos mais que um grupo de garotas da mesma sala. Somos (e nisso incluo a turma toda) um grupo de mulheres verdadeiramente magníficas. E que fique claro: nossa heterogeneidade é o que torna essa trajetória tão enriquecedora (e divertida!).
Observação: não esqueci de você Maurício!!! Sinta- se incluído (da maneira mais macha possível) em todos os femininos. Obrigada por nos aturar e eu e a Danny prometemos nunca mais competir sobre quem está usando o sutiã mais sexy quando você estiver perto (em nossa defesa a gente não te viu chegando!) =x         


Obrigada por tudo, meninas e Maurício.